“A música era a sua paixão. A sobrevivência foi a sua obra de arte.”
Esta é a tagline do filme “O Pianista” de Roman Polanski.
Resolvi escrever sobre este filme, pois tive oportunidade de o ver finalmente há umas semanas atrás. Posso dizer que não fiquei desapontada e foi dos melhores que vi até agora.
Este filme conta a história de um pianista polaco judeu que tenta sobreviver à destruição de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. Foi baseado não só na história de Wladyslaw Szpilman, mas também em episódios vividos pelo próprio realizador.
A personagem principal é interpretada por Adrien Brody, que tem uma prestação notável. Não houve nenhum momento durante o filme que duvidei da sua personagem, com que podemos todos relacionar. Não é nenhum herói, mas apenas uma pessoa normal que faz de tudo para sobreviver ao terror daquela guerra.
Este é um daqueles filmes que embora seja muito bom, é muito difícil de voltar a ver, devido ao conteúdo emocional intenso. É extremamente realista e mostra exactamente a crueldade deste episódio da História. Além do realizador não poupar nas cenas violentas, também causa uma sensação de claustrofobia e ansiedade. Durante todo o filme, seguimos o caminho desta personagem que tem de se esconder constantemente e arranjar meios para sobreviver.
O facto da personagem principal ser pianista como eu, foi um aspecto que me afectou profundamente. A ideia de não poder tocar música por estar numa situação daquelas é aterrorizadora. Por esta mesma razão, a cena em que o pianista pode finalmente voltar a tocar, causa também um grande impacto, principalmente a alguém que é também músico.
Recomendo a todos este filme, que nos faz sentir satisfeitos pela liberdade que temos.

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